No post passado
sobre História do Cinema, o CeNA 23 embarcou na história dos Irmãos Lumière, os percussores do
cinema. Nessa semana, falaremos de um homem que mudou a forma de se olhar para
um filme: George Méliès. Ele era um ilusionista francês e dono de um famoso
teatro, o “Robert – Houdin”.
Foi justamente na primeira exibição feita por
Auguste e Louis Lumiérè que ele teve seu primeiro contato com o cinema. O
mágico estava na exibição e quando viu o novo aparelho que os irmãos haviam criado,
se encantou e percebeu ali uma forma de mostrar a sua arte. Ele foi o pioneiro em
criar filmes de ficção científica, utilizar cenários, figurinos e maquiagem; e
a criar trucagens e efeitos especiais.
Os primeiros
filmes de Méliès, realizados em 1896, não acrescentaram em nada para a evolução
do cinema, já que eram cópias do que havia sido feito anteriormente: filmes
curtos, de aproximadamente 1 min, que documentavam o cotidiano e sem cortes.
Porém, um dia, por engano, George Méliès, estava filmando um ônibus em movimento
quando a câmera travou. Ao voltar a filmar, no lugar do ônibus, passava um
carro fúnebre. Quando ele foi assistir ao filme, percebeu que o ônibus tinha se
“transformado” em um carro.
A partir, então
de 1897, ele começou a explorar esse universo fantástico no cinema, produzindo
filmes em um estilo de “teatro filmado” usando o recurso de exposição múltipla
de negativos, da fotografia composta, do teatro, do processo de pintura sobre a
película para ter “filmes coloridos”, maquetes e truques ópticos.
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| Imagem do filme de Méliès: "Viagem à Lua" |
Dessa forma,
Méliès conseguiu montar uma indústria de filmes, a Star Filmes, que se tornou o
polo cinematográfico na época e produziu cerca de 500 filmes em toda sua vida.
Depois de 1908, sua empresa enfraqueceu devido à concorrência, e foi à
falência.
Entre os seus
filmes mais conhecidos estão: “Viagem à Lua”, baseada na história do escritor
francês Júlio Verne, em 1902 e “As viagens de Gulliver”, adaptação do romance
do irlandês Jonathan Swift.



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